quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A Churrasqueira do Zé


Ele chegou, tomou conta do pedaço e todos, carinhosamente, o chamam de “Zé”. Porém, não gosta de ficar junto de nós. Não lhe falta nada! Tem água, comida, uma suntuosa cobertura com televisão, um aparelho de som, um belíssimo jardim e um espaço bem arejado e iluminado. Tem até mesmo uma cesta de basquete para quem aprecia esse tipo esporte. Porém, ele – o Zé - gosta mesmo é da churrasqueira. Também pudera... Quem é que não gosta de uma churrasqueira?!
Quando chove, o Zé se esconde, pois nem todo mundo gosta de ser surpreendido pela chuva. Acho que o Zé tem medo dos trovões e relâmpagos. Diga-se de passagem, que na verdade, são bem assustadores! Tão logo estia, ele dá o ar da graça, todo pomposo a observar o tempo e os mistérios da natureza.
Ao anoitecer, logo some, mas quando o dia amanhece... lá está ele, mais uma vez a observar o tempo. Parece um verdadeiro estudioso e pesquisador. Olha para cima, para os lados e, de vez em quando, olha para trás, dando a impressão que está a se proteger de alguém ou de alguma coisa. Caminha lentamente pela área e fixa a visão nas plantas. E ao sinal de qualquer barulho, aproxima-se imediatamente da churrasqueira. O mais intrigante é que não nos permite um contato mais íntimo e afetuoso com sua pessoa e, principalmente, com a churrasqueira, pois, ele – o Zé – anda meio tinhoso e confiante de sua propriedade local.

Gostaríamos de ter um contato maior com o Zé e sua família, composta por esposa e três lindas lagartixinhas, uma vez que moramos debaixo de um mesmo teto. Mas o Zé não quer papo – e com isso já estamos a um bom tempo sem fazer churrasco!
Prof. Miguel A. Teodoro

terça-feira, 21 de maio de 2013

Será que Deus existe?



Um homem foi a uma barbearia para ter seu corte de cabelo e barba aparada. Durante esse período, conversou com o barbeiro sobre vários assuntos e, dentre eles, sobre religião, uma vez que a TV estava ligada e chamou a atenção para o tema. O barbeiro foi bem objetivo:
_ Eu não acredito que Deus existe!
_ Por que você diz isso? Perguntou o cliente.
_ Basta simplesmente sair na rua para constatar isso. Me fala uma coisa: se Deus realmente existisse, existiria com Ele crianças abandonadas? Drogas? Doenças? Traficantes? Corrupção? Estupro? Assaltos? Traição? Tanto sofrimento e violência? Eu não posso imaginar que onde exista esse Deus tão amoroso e poderoso, como vocês cristãos costumam dizer que existe, possa haver ações como estas e pessoas tão más; pois Ele, Todo Poderoso, jamais permitiria essas coisas.
Para evitar contendas, o cliente se calou, mas sua fé permaneceu intacta, pedindo sabedoria para o esclarecimento. Ao sair da barbearia, elevou o seu olhar para o outro lado da calçada, praticamente em frente à barbearia, deparando-se com um mendigo sujo, pegajoso, cabelo longo e bastante barbudo. Voltou então à barbearia e disse ao barbeiro:
_ Amigo! Da mesma forma que você imagina que o Deus que eu creio não existe, vou passar a acreditar agora que os barbeiros também não existem, porque se existissem, não existiriam homens cabeludos e com barbas sujas por aí, como aquele mendigo sentado do outro lado da rua, bem em frente a sua barbearia.
_ Ora, meu amigo! Eu existo e estou aqui, mas atendo aqueles que vêm em minha barbearia solicitar o meu serviço. Se aquele mendigo tivesse vindo até a mim, eu teria lhe dado um trato e sem cobrar nada, porque apesar de não acreditar em Deus, também sou honesto e caridoso.
_ Exatamente! Afirmou o cliente. Esse é o ponto! Deus também existe! O que acontece, é que as pessoas, assim como citou em nossa conversa, também não vão até Ele, como aquele mendigo e outros mais, também não vieram até você. Se aquele mendigo tivesse vindo até você, com sua caridade, hoje ele estaria limpo, com cabelo cortado, barba aparada e com outra aparência. E aí descobriria o verdadeiro ser que se esconde naquela barba e naquele cabelo e, provavelmente, iria se sentir melhor e abandonaria a sujeira que lhe cerca. E é por isso, meu amigo, que há tanta dor e sofrimento no mundo. E isso somente irá mudar o dia em que as pessoas forem até ao Barbeiro Supremo, pedir ajuda para se livrarem de suas barbas e cabelos enormes, descobrindo o verdadeiros seres que realmente são - ao se olharem no espelho. Essa descoberta faria com que se afastassem das sujeiras em que vivem. 

sábado, 23 de março de 2013

A paz que trago em meu peito



A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia. Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção. Todavia, o tempo vai mostrando-nos que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece. Mas aonde está a paz?
A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé...  Ter paz é ter a consciência tranquila; é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou... Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las; é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.
Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que veem e boca que diz palavras que constroem. Ter paz é ter um coração que ama... Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas água se espreguiçam... Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, mas respeitar as opiniões contrárias e esquecer as ofensas; Ter paz é aprender com os próprios erros e dizer não quando é não que se quer dizer; Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade; É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho,  agradecer; Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências.
A paz que hoje trago em meu peito é a tranquilidade de aceitar os outros como são e a disposição para mudar as próprias imperfeições; É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os  insetos; É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo; É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra; É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela.
A paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governa o mundo... A certeza da vida futura e a convicção de que receberei das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido. Às vezes, para manter a paz é preciso usar um poderoso aliado chamado silêncio. Assim, lembra-te de usar o silêncio quando ouvir palavras infelizes: Quando alguém está irritado; Quando a maledicência te procura; Quando a ofensa te golpeia; Quando alguém se encoleriza; Quando a crítica te fere; Quando escutas uma calúnia; Quando a ignorância te acusa; Quando o orgulho te humilha; Quando a vaidade te provoca.
O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz. Contudo, para se encontrar a paz é preciso saber dirigir as palavras para a doutrina certeira; mas, antes de tudo, saber doutrinar a si mesmo.
Pense nisso! E que a paz esteja contigo...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Saber Envelhecer


Barbie completou 50 anos...

Piu-Piu completou 60 anos esta semana...

Além desses, que muito nos alegraram, outros também envelheceram...
Batman e Robin

O Incrível Hulk

Thor

Superman

Mulher Maravilha


 Spiderman

A vida é curta; quebre regras, perdoe rapidamente, não reclame, não critique, seja amável, agradeça sempre, beije lentamente, ame de verdade, ria descontrolavelmente, e nunca pare de sorrir, por mais estranho que seja o motivo.
 E lembre-se sempre de que não há prazer sem riscos...

 A vida pode não ser a festa que esperávamos, mas uma vez que estamos aqui, temos que comemorar cada dia e agradecer!!!

 Para cada fase da vida, dizem haver quatro frascos...

 Se você já alcançou o terceiro frasco, aprenda a apreciar com moderação, para quando chegar ao quarto, não tenha do que se lamentar ou arrepender-se. 


A idade, as condições e a  vida de nossos personagens favoritos estão nas mãos, na vontade e na criatividade de seu criador. Eles podem envelhecer ou rejuvenescer a qualquer momento - depende do autor. Nós mesmos, podemos ressuscitá-los, bastando para isso, abrir o livro ou revista na página inicial. Mas e a sua vida, quem determina?

 A idade, com certeza, vai chegar... não se iluda! Assim, valorize a sua juventude enquanto pode, para se preparar para uma melhor idade!


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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ética profissional: respeito à vida



Uma mulher chegou apavorada  no consultório de seu ginecologista e disse:
_ Doutor, o senhor terá  que me ajudar num problema muito sério! Este meu bebê ainda não  completou um ano e já estou grávida novamente. Não quero filhos em  tão curto espaço de tempo...
 O médico então perguntou:   
_  Muito bem! O que a senhora quer que eu  faça?    
_  Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda.    
O médico  então pensou um pouco e, depois de algum tempo em silêncio:
_ Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema e que será menos perigoso para a senhora.     
A mulher sorriu aliviada. E o médico então completou:
_ Veja bem minha  senhora; para não ter que ficar com dois bebês de uma vez, em tão  curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Mas não se preocupe, ele não sentirá dor alguma e senhora não terá trauma algum, pois além de não presenciar esse procedimento que é rápido e totalmente indolor, não mais o verá depois disso. Assim, a senhora poderá descansar para ter o outro, tendo um período  de descanso até o outro nascer. Se vamos matar, assassinar, não há diferença  entre um e outro... a senhora não acha? Até porque, sacrificar esse que a senhora tem nos  braços, será mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco.
Apavorada, a mulher disse:
_  Não doutor! Que horror! O senhor está maluco? Matar uma criança é um crime! Além disso, o senhor está se esquecendo de que essa criança que o senhor está se referindo é o meu filho!
_ Eu sei, minha senhora! Mas me pareceu tão convencida  disso, que por um momento pensei em ajudá-la.
A mulher começou a chorar e, em prantos, deixou soar a voz do coração e da consciência:
_ Deixa esse assunto pra lá, doutor! Esqueça esse momento em sua profissão, que eu também vou tentar esquecer esse momento de mãe.
O médico  sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição  surtira efeito.    Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar uma criança que nasceu e matar uma ainda por nascer, pois ambas estão vivas e o crime é exatamente o mesmo.
Deus nos ama desde o ventre materno


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